sábado, 27 de setembro de 2008

Só ter pinto não é suficiente


Eu tava assistindo uma cena de um filme pornô que estavam em ação duas periglotas e um homem, de primeira você pensa esse é fudido hein!, mas depois eu comecei a prestar atenção que as duas estavam bem mais felizes juntas e que ele estava ali só porque nasceu com pinto, enquanto uma cavalgava a outra a beijava, cochichava no ouvido, olhava pra ela com olhar de apaixonada, de tarada, e ele foda-se, ninguém tava ligando pra ele, fica aí de pinto duro e não me amole é o que elas devem ter dito pra ele. Comecei a ficar com pena dele. Calma, eu sei que era só um filme e eles estavam ali atuando, mas eu acho que tem gente assim, que acha que tá abalando com uma pá de mina e que basta ser bonitão ou vir com aquela clássica de que mulher gosta mesmo é de dinheiro pra ser o fodão, talvez no mundo dele até seja, talvez tenha mulher que goste muito mesmo de dinheiro e fique desfilando satisfeita com o bonitão e endinheirado por aí, mas a minha donzela que não tem rosto nem nome não é assim não, quando eu encontra-la não precisarei nem dizer que dinheiro não é tudo e nem exterior porque ela vai ter isso como princípio na vida dela muito antes de me encontrar e ainda por cima vai me ensinar muito mais sobre o tema, ela vai querer o meu pinto mas vai deixar claro só com o olhar que ele não é tudo, aliás, vai fazer questão que eu saiba que ele é um detalhe bem pequeno na nossa relação (bem pequeno no sentido figurado!) e que a conversa, respeito, carinho e mais outras coisas do amor que ela me ensinará são muito mais importantes que essa história de sexo.
Mas mesmo assim ela vai querer dar muito pra mim, ah vai.

domingo, 21 de setembro de 2008

Dispensem o supérfluo, vamos caçar Orcs !

A rapadura não é mole não né, a gente sonha um monte e a dificuldade vem quase na mesma proporção, quando não é maior pra fuder de vez, isso me faz lembrar o dilema do orelhudo Frodo quando tá ali fudido da vida pensando...Puta que pariu ! Porque essa porra desse anél veio parar na minha mão caralho ? Vai tomar no cú...é aí que entra a sabedoria do grande Gandalf que olha pro zoreba e diz em outras palavras: - Não importa qual é o problema, e sim o que você vai fazer com ele ! Pronto ! Encheu o Dumbo de força e coragem e lá foi o hobbit tomar no cuzão o final daquele filme e mais seis horas e pouca em mais dois da trilogia ! E se fudeu pra caralho hein...mas o ponto não é esse, a moral da história é a seguinte: Tá fudido, foda-se, vamos pra cima que é nóis ! E pra terminar faço minha as palavras do antes plebeu e depois rei da terra média Araghon que quando fica sabendo que os outros dois zorebas tão na bosta nas mãos dos orcs olha pro anão e pro elfo e diz: - DISPENSEM O SUPÉRFLUO, PORQUE HOJE VAMOS CAÇAR ORCS!

Não me(te) ensinaram a fracassar

Na escola você tem que ser alguma coisa que dê ibope, fama, ou você é comedor, ou ladrão ou rico e tem um monte de coisa material que é de interesse geral, isso vai te trazer a admiração dos moleques e das meninas, adolescente que não tem um carro supimpa e já sabe aos 17 anos o que vai cursar na faculdade (a hipótese de não querer cursar uma não existe) é invisível aos olhos da maioria.
20 e poucos e se você não anda com um monte de prata pendurada no pescoço e frequenta todas as malditas ''baladas'' mais badaladas você é um jeca de bosta que não cheira nem fede, e por aí vai...
Na meia idade se não tiver casado e com os filhos ''encaminhados'' na vida você é um traste, um puta dum bosta que não serve nem de mau exemplo, falta bastante pra você chegar lá e ser um mau exemplo, você é muito pior do que isso.
E nem pense em não ter paixão por carro ou ''ménage à trois'' que o assunto na roda vai parar na hora e todos irão te olhar como se um marciano (no caso você) tivesse pousado a poucos minutos e se intrometido na conversa alheia.
Aí o que acontece quando o energumeno insiste em não concordar com essa cartilha universal que algum puto criou e que é passada de geração pra geração ? Em muitos casos TRISTEZA, triste todo mundo fica né, não é exclusividade de ninguém, certo..., mas tem pessoas e pessoas e cada uma reage de um jeito, quando penso em depressão acho que ela atinge quase todo mundo, mas cada um leva ela de um jeito, tem gente que ela é mais fraca, tem gente em que ela é esporádica, e tem gente que tem ela mais presente que são os casos mais delicados e que a gente tem que cuidar mais de perto.
No meu caso a coisa toda nunca foi bem desse jeito, lógico que já fiquei triste, e não foi uma vez só não, foi um monte, desde a juventude, mas quando penso nisso tudo e lembro dos dias que fiquei bem triste e que a coisa parecia que não ia passar nunca eu lembro de como DEUS me abençoou colocando gente na minha vida que soma demais, e eu não sei explicar porque tem pessoas que não tem o mesmo privilégio, isso mesmo, privilégio, eu considero isso a minha maior riqueza e sei que foi por esse presente constante que eu ganhei e tenho é que pra mim tudo isso que eu falei lá em cima não foi tão pesado, apesar de todas essas coisas eu sou mó feliz, triste também como um monte de gente, mas dei e dou muita risada com gosto, amo muita gente e sei que tem muita gente que me ama, aliás só pra registrar esse presente que eu tenho tem nome, nomes que são esses: MEU PAI, MINHA MÃE, MINHA IRMÃ, RODRIGO, BOLA E ERIC só pra ficar nos mais especiais porque tem mais gente ainda que ajuda bastante.
E porque eu falei disso tudo ? É que eu ainda não peguei no sono desde ontem e deitado na cama lembrei de uma menina que eu namorei quando tinha 21 anos e ela 19. Eu gostava bastante dela mas acabou que não deu certo, e isso é o de menos porque eu tô legal e consegui esquecer ela faz tempo, é que não sei por que lembrei de uma coisa que ela me disse uma vez, ela era bem fechada, ás vezes dava a impressão que ela não queria carinho, não que não gostasse, só não estava acostumada, e ela pirava na Malhação da rede globo e toda aquela mentiraiada, aí você poe The O.C e essas tranqueiras do genêro, e ela queria ter aquela vida de verdade, só que a vida dela lógico que era outra, porque pelo menos no meio que eu vivo nunca conheci ninguém que vivesse mentira parecida com aquela que a gente assistia, e como o pai dela não podia dar todas as paradas que ela queria, e que o mundão não é aquela maravilha leve de sempre que no final é só entrar na roda gigante e lascar um beijo na periglota que tá tudo certo, ela era frustrada, e eu lembro até hoje a cara de desespero dela quando me disse chorando uma vez que estavamos discutindo que não se imaginava com 30 anos, e eu pensando nisso agora na cama falei pra mim mesmo e pra DEUS, puta merda que tristeza isso ! Porque a vida é foda memo, e se a gente não sonhar, projetar alguma coisa na cabeça (pelo menos comigo é assim) não guenta não ! E não esses sonhos individualistas e mentirosos de merda que enfiam na nossa guela desde sempre junto com a porra da cartilha citada acima, um real de verdade, que cabe no nosso mundo, no nosso bairro, no nosso meio, no que é verdadeiro.
Se um dia eu encontrar com ela de novo e tomara que isso aconteça, eu vou perguntar pra ela se ela consegue se imaginar com 30 anos hoje, torcendo pra resposta ser SIM.

Dos indesejáveis errantes

Andam pelas ruas do mundo de olhos puxados, jeans, com e sem véus, os coloridos e os brancos. Não são os donos da cidade. Na maioria das vezes, tampouco foram convidados. Todos têm uma forte razão. Ou um sonho. Quase nunca interessa a origem, pouco importa o destino. Cedo ou tarde, em maior ou menor grau, com o mínimo de sensibilidade, eles provam o gosto do preconceito, o de dentro e o de fora.

DOS INDESEJÁVEIS ERRANTES

A mais nova polêmica envolvendo estrangeiros na Europa, chamada de "Diretriz do Retorno", aprovada pelo Parlamento Europeu em junho último, promove o "regresso voluntário" de imigrantes ilegais e tolerados com medidas nada humanistas, porém práticas, técnicas e racistas.
Aqueles são eles cerca de 8 milhões de imigrantes em situação irregular, que, ao serem caçados, se negarem a deixar o país num prazo entre sete e trinta dias, serão aprisionados por até 6 meses. Em casos específicos, a pena pode ser prorrogada por mais 12 meses. Mesmo os menores de idade, sem a presença de um responsável, serão encarcerados. Mas com direito a jogos lúdicos e à educação.
A estratégia para varrer da Europa boa parte dos cidadãos que formam a aldeia global provocou frases de efeito e atitudes dignas de manchetes dos líderes da América do Sul. Todos aproveitaram a pauta para fazer suas propagandas. Será que Chávez vai mesmo embargar a exportação de petróleo, como bradou ?
É verdade que a nova lei não condiz com a imagem européia de protetora-mor dos direitos humanos. E deve ser discutida.
O que não se lê nos jornais é que o texto, com regras mínimas comuns aos 27 Estados-Membros, dá liberdade de aplicar normas mais favoráveis a quem quer que seja.
Tudo depende se os homens que tomam as decisões pretendem continuar a fazer "business as usual" ou se eles vão começar a ouvir a voz enfraquecida da democracia, como aconselha o filósofo Jurgen Habermas.
Se ao invés de continuar a importar conhecimento de países pobres e em desenvolvimento - em forma de pessoas altamente qualificadas - os europeus oferecessem educação de alto nível aos que já estão aqui há anos, eles encontrariam enfim o seu lugar no mundo. Melhor do que mandá-los de volta para onde eles nem mais pertencem, ou não querem pertencer.
Melhor do que olhá-los com desprezo, dificultar-lhes a vida na hora de alugar um apartamento ou os excluírem do mercado de trabalho por conta de sotaques, de credos e da cor da pele.
Os estrangeiros, por sua vez, não fazem um jogo mais bonito e inteligente. Mal pisam no velho continente e já começam a reclamar: o europeu é fechado, não sorri, a comida é muito apimentada, não tem sal, as mulheres não depilam as axilas, elas têm barriga, o idioma é difícil, faz muito frio.
Simplesmente ignoram o fato de que estão de cara com uma nova cultura, a qual não vê graça em sorrir toda hora e que, em geral, prefere muito mais sentar ao redor de uma mesa com amigos, beber e conversar a noite toda do que caçar presas sexuais numa boate.
Dominados por preconceitos, os imigrantes vão tornando-se cada vez mais marginais. Para citar exemplos bem próximos, muitos brasileiros só frequentam a comunidade verde e amarela. Bebem em bares brasileiros, comem em restaurantes brasileiros, vão a shows brasileiros, só tem amigos brasileiros. Há quem viva em Berlim mais de cinco anos e nunca fez um amigo alemão. Vivem em guetos. Nas horas vagas, ficam no Orkut, em comunidades afins, e falam mal do país que muitas vezes os sustenta, graças à ajuda social do governo.
Na Inglaterra vivem cerca de 160 mil brasileiros. Estima-se que mais da metade está ilegal. A maior parte sobrevive de faxina. Em geral, os mais bem empregados são garçons e garçonetes, mesmo os graduados do Brasil. E trabalham tanto que quando têm um dia de folga só querem descansar. No máximo, lavam roupa para poder trabalhar no dia seguinte.
Muitos pensam: "Comigo isso não aconteceria". Mas eles lavam banheiros por que querem ? Sim e não. Em geral, as oportunidades de trabalho oferecidas aos imigrantes são faxina e cozinha. Às moças com requebrado e de corpo bem feito há mais uma opção: o show de samba. Para não ir além.
A auto-marginalização vem sempre acompanhada de uma causa. Imigrantes legais, provenientes de países não pertencentes à União Européia, foram indesejáveis por décadas. Muito embora suas contribuições econômicas sejam indispensáveis, os acessos a benefícios sociais sempre foram limitados. Entre milhares de imigrantes, são raros os que conseguem aparecer como representantes desse grupo, seja na política ou nos meios de comunicação de massa. Ou apenas como membros de uma sociedade; o que deveria ser um princípio. Programas de integração já são realidade. Há no entanto uma fórmula de sucesso para políticos populistas: escurraçar "estrangeiros"; ainda que eles pertençam à terceira geração nascida na Europa. Foi assim que Berlusconi fez para reeleger-se na Itália. Foi assim também que Roland Koch, de um partido conservador alemão, reelegeu-se governador de Hessen, no último inverno. O seu slogan principal foi "Kinder statt Inder" (Crianças ao invés de indianos). Uma mensagem para os alemães fazerem mais filhos ao invés de acolher outros povos.

Meyre Anne Brito é jornalista

Nessa parte da revista tem uma foto que ela tirou de um cartaz distribuído na espanha que tem uma criança negra sorrindo segurando um quadro que está escrito isso ó:

Tu Cristo es judio
Tu escritura es latina
Tus números son árabes
Tu democracia es griega
Tu equipo de música es japonés
Tu balón es de Corea
Tu videoconsola es de Hong Kong
Tu camisa es de Tailandia
Tu estrellas furbolísticas som de Brasil
Tu reloj es siuzo
Tu pizza es ilaliana

Y...tú eres el que mira a ese trabajador inmigrante como um despreciable extranjero?


Caros Amigos, 138 setembro 2008

Nota do blog: Eu não tenho vontade de ir pra outro país, prefiro os nossos sorrisos, mas pra quem quer ir que o texto ajude em algo, ou não.

Papo de surdo e mudo

O nascimento de uma alma é coisa demorada, não é partido ou jazz que se improvise, não é casa moldada laje que suba fácil, a natureza da gente não tem disse me disse


O Rappa

Isso é bom pra celulite, pro coração, pro caralho, é bom pra caralho !

É uma devagar e duas rapidinha...au!...auau!...au!...auau!

sábado, 20 de setembro de 2008

O tempo é curto, a ansiedade grande

Quero logo me formar no mínimo auxiliar de enfermagem ou que chegue logo o dia do curso de 12 horas da SAMU, quero trabalhar logo com isso, e não ficar a semana inteira dentro de um escritório ou linha de montagem de fábrica, não que seja ruim, mas eu quero cuidar de gente, e quero que cuidem de mim, quero amar mais e rir mais também...e depressa.

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Tião Rocha





Você já pegou criança de família problemática, com uso de drogas ?

Muito. O que a gente aprendeu é: não discriminar. Discutir o fundamental, o quê é droga, quem consome. Nós aqui somos grandes consumidores. Eu acho o Big Brother droga, e pesada. Pior que cocaína. E a gente fica consumindo e ninguém discute isso. Acho determinadas músicas droga pesada. A dança da garrafinha. Se as pessoas produzem e consomem, o quê tenho que fazer ? Primeiro: não é ficar classificando qual pode e qual não pode, isso não leva a nada. Tudo o que é seletivo não é educativo. A escola que seleciona não educa. Ela não tem que fazer seleção, tem que fazer inclusão de tudo, transformar tudo em instrumento de felicidade. O quê posso fazer que seria tão bom ou melhor que cachaça, coca, crack ? Ninguém usa droga porque quer, seria um reducionismo da raça humana. Preciso criar mais alternativas. Enche o cara! Esse menino estava na zona de tiro. Aí criamos, para ele, o "anjo da guarda" (educadores). Tem jovem que tem quatro. Por que "anjo da guarda"? Porque fica na cola do jovem inventando moda, "vamos fazer isso?". Alternativas. "Passamos a noite andando de skate. Tô morto!" Depois de três dias de skate...

Qualquer professor de pedagogia vai falar de uma resistência de seus futuros pedagogos quanto a qualquer método inovador; que tudo bem, muito bonito, mas a escola é violenta, os alunos batem, "estou esperando aposentar", o que você diz ?

Esse cara, espero que aposente depressa. Sempre coloco: as pessoas têm que pensar o tamanho do calibre entre o discurso e a prática. Só vão mudar se alguém começar, não vai mudar lá de cima. Outra: se você ficar 4 horas e meia dentro da escola, pode fazer diferente. E os que conseguem, percebem que são contaminadores, porque há um desejo de alternativas. Perguntam ao menino: por que você estuda ? Para ser alguém na vida. Alguém botou na cabeça dele que não é nada na vida, só no dia que fizer universidade. E continua sendo ninguém. Vai fazer o MBA, pós...vai continuar não sendo nada, porque estão sempre terceirizando seu futuro.

Revista CAROS AMIGOS. nº 137 agosto de 2008

Concordo plenamente, bonito traje o seu

Nada como um dia após o outro, e uma noite no meio.


Almir Lúcio Santinon

Comportamento Geral