sexta-feira, 24 de setembro de 2010

A batalha é travada dentro de nós

Meu pai que diz. Assiti uma vez um psicanalista uruguaio falar que a irritação que o outro nos causa nada mais é do que uma chaga nossa, ainda por fechar. Espelho. O escorregar da pessoa é o prenúncio que logo logo sou eu que vou pro chão. A memória resgata todos os tombos que tive, idênticos a esse que testemunho. E é sempre o mesmo trajeto, a mesma pedra, sempre. A dor e o fracasso são representados na incapacidade de mudar o rumo, escolher a nova (e por ser nova, assustadora) rota, ou apenas chutar a pedra pra longe, e enfim, seguir. Mas não, acabo te vendo estatelar, e vejo com olhos raivosos, como dois juízes que sentenciam por intermédio da boca, que berra ofensas e lições de moral. Me perdoa.
Não vai ser sempre assim, prometo.
Na próxima te tiro daí. Só espera eu levantar.

1 comentários:

Camilla Aloyá disse...

todos temos o direito de errar vez ou outra, "se caiu levanta" já dizia o ditado arabe, chinês ou sei lá que de que etnia...
e digo mais, não há nada que aconteça que já não tenha acontecido com nós mesmos ou nesse mundão-de-meu-Deus, impressionante é sempre esgorregarmos no mesmo erro, talvez seja um trajeto evolutivo, cada vez que tropeçar na mesma pedra tropeçará de forma diferenciada, pra que no próximo tropeção doa menos ou seja diferente, sei lá, acho que compliquei tudo... rsrs...

com Deus aí.